segunda-feira, 13 de abril de 2009

A menina e o sapo.


Ao seu lado, ela sempre se sentia intimidada. Não sabia bem o porquê. Logo ela, que sempre foi tão segura! Ele era forte e bonito. Falava com entusiasmo de suas andanças pelo mundo e a contagiava. Tinha uma visão tão prática e positiva das coisas! Quando o escutava, se sentia como uma criança resmungona que não sabe olhar pra vida como se deve.

E lhe contava histórias de outras mulheres... Às quais ela escutava calada, com um sorriso amarelo, tentando disfarçar o incômodo. Ele a via como amiga. Mas ela queria ser mais que isso. Queria ser a moça linda e encantadora que ele havia conhecido do outro lado do mundo. E ele contava detalhes que lhe doíam os ouvidos, mas ela não era capaz de reagir. Ficava ali, escutando e sofrendo, e querendo que ele mudasse logo de assunto.

Se sentia como uma menininha que admira um ator de cinema. Estranhas sensações ele lhe causava. Desconsertava, incomodava. Mas ela gostava mesmo assim.

Um comentário:

Ju disse...

Sei bem como é isso! Às vezes somos umas menininhas, mas podemos ser esses mulherões que alguém conheceu e lá do outro lado do mundo anda dizendo: "aquela mulher..."!

Beijos mulherão!